Drugs

A Brahma é a primeira marca brasileira a patrocinar a Copa da FIFA. Oquei. Coisa admirável, sem dúvida nenhuma. Mas essa história de misturar brahmeiros com guerreiros com brasileiros com discursos motivacionais inflamados, na minha humilde opinião, força a amizade. Patriotismo pode até misturar com cerveja, se for com bom humor, como naquele filme, de Brahma mesmo, em que o “jogador da seleção” passa pelo detetor de metais no aeroporto e tira uma armadura de metal. Porque ele é guerreiro. Mas o Dunga, o Julio Cesar, fazendo aquele discurso inflamado de vestiário… Talvez se fosse o Al Pacino funcionasse. Mas ficou fake demais. A gente lembra logo do Zeca Pagodinho e o Dunga e o Julio Cesar ficam totalmente ridículos. Enfim, eles devem saber. Eu não tomo essa droga nem assisto TV em casa.

Sobre como as pessoas sentem as marcas, se odeiam, amam ou estão observando, tem um saite chamado Brandkarma, que provavelmente vai ganhar importância daqui em diante.

Assisti a um pedaço, uns 20 minutos finais, do documentário Bigger, Stronger, Faster*. É um filme de 2008, produzido pelos mesmos produtores de Farenheit 9/11, que eu até agora não assisti. Mostra uma parte da vida de três irmãos que querem ficar grandões e fortões como seus heróis: Schwarzenegger, Stallone, Hulk Hogan. Os três heróis mais cedo ou mais tarde foram pegos usando droga: esteróides.  E dizendo que isso é feio, pra câmera dois. O trecho que eu vi tem os fortões, os heróis, o Bush fazendo um discurso de guardião da moral, mais pelas crianças, e depois é desmascarado, pra variar. Tem até um trecho do discurso do General Patton (George C.Scott, no filme)  na frente daquela bandeira americana gigante. O dilema americano, sustenta o narrador de Bigger, Stronger, Faster*, é viver entre o Do The Right Thing e o Be The Best. Entre o “faça a coisa certa” e o “seja o melhor que você pode ser”.

Aqui no Brasil, um dilema sobre uso de drogas é outro: bebida alcoólica é orgulho nacional e ninguém quer saber e pronto. E quem fala contra é comunista, provavelmente. Ou só chato. E quem falar nas outras drogas, se não for pra falar mal, é drogado. Se é drogado, então seu depoimento não vale. Tá fazendo apologia.

Por isso que eu comprei a última Trip.

R

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