Oliver Stone, José Padilha e o monstro

Oliver Stone escreveu o roteiro de Scarface (aquele com Aécio no papel de Al Pacino), além de O Expresso da Meia-noite e outros grandes filmes, além de ter dirigido o filme do The Doors e muitos outros, que eu nem aprecio tanto como esses aí mencionados, mas que sem dúvida são importantes pra quem presta atenção em cinema.

Oliver Stone andou visitando o Chaves (ou o Maduro), não lembro. E na verdade pouco importa neste momento.

O que importa é que ontem eu vi um texto de uma aula magna/discurso que ele fez, e resolvi traduzir e mostrar pra você.

Não se ofenda, não estou dizendo que você não sabe ler em inglês. É que eu gosto de traduzir.

E nesse texto dele ele se refere a um “sistema” que funcionaria nos Estados Unidos. E hoje eu li este texto do José Padilha, que só fez filme bom ou ótimo até agora. São dois textos de dois cineastas que, na minha opinião, estão bem lúcidos. Ainda não ficaram gagás.


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Aula Magna de Oliver Stone no Prêmio da Liga dos Roteiristas

” Você não tem que se encaixar. Está na moda agora tirar fotos com os republicanos e Trump e evitar os Obamas e Clintons. Mas lembre-se disso: nas 13 guerras que começamos nos últimos 30 anos e nos 14 trilhões de dólares que gastamos, e nas centenas de milhares de vidas que pereceram nessa terra, lembre-se de que não foi um líder, mas um sistema, tão republicano como democrata. Chame como quiser: o complexo militar industrial monetário midiático de segurança. É um sistema que foi perpetuado sob o disfarce de que são apenas guerras justificáveis em nome da nossa bandeira que ondeia tão orgulhosa.

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Nosso país se tornou mais próspero para muitos mas em nome dessa riqueza não podemos justificar nosso sistema como centro dos valores humanos.

Mas continuamos a criar esse caos e essas guerras. Nem precisamos falar das vítimas, mas sabemos que interviemos em mais de 100 países por meio e invasão, mudança do regime, caos econômico.Ou alugamos guerras. É guerra de algum jeito. No fim, virou um sistema que está levando à morte deste planeta e à extinção de nós todos.

Eu lutei contra essas pessoas que praticam guerra quase a minha vida inteira.

É um jogo cansativo. E na maior parte das vezes você acaba levando um chute na b-. Com toda a crítica que você vai receber, e a bajulação também, é importante lembrar: se você acredita no que está dizendo e consegue manter o curso, você pode fazer diferença.

Eu peço a você que dê um jeito de ficar sozinho consigo mesmo, ouvir seus silêncios, nem sempre em uma sala de roteiristas.

Tente encontrar não o que as pessoas querem, para você ter sucesso, mas tente em vez disso encontrar o verdadeiro significado da sua vida aqui na Terra, e nunca desista no seu coração da sua luta pela paz, pela decência e por dizer a verdade.”

Grato pela atenção.

Esse foi meu primeiro post desde 2012. Vamos nessa.

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3 comentários em “Oliver Stone, José Padilha e o monstro

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